Foco e Contexto
Gostaríamos de comentar algo a respeito de visualização de informação. Uma das técnicas utilizadas neste campo chama-se Foco e Contexto, que nos permite visualizar toda a informação disponível em uma base de conhecimento e, ao mesmo tempo, termos ciência dos detalhes dos assuntos contidos nesta base sem perdermos a noção do contexto no qual aquele detalhe está inserido.
Para isso, reduzimos seletivamente o detalhe de informação mostrada na área contextual ou periférica, deixando o detalhe para uma área central.
A informação em uma base de conhecimento, além de poder ser agrupada por critérios diferentes, pode conter referências cruzadas internas. Assim, um determinado assunto dentro de uma base de conhecimento pode estar diretamente relacionado a outros assuntos contidos em grupos distantes, de acordo com o critério de agrupamento utilizado.
Por exemplo, se tivermos uma base de conhecimento sobre música clássica, com a informação disponível agrupada de acordo com países, e dentro de países agrupada por períodos, pode ser que o usuário queira ler tudo sobre um determinado período, estando a informação relevante, então, espalhada em diferentes países.
Duas soluções poderiam ser adotadas para este fim:
No primeiro caso, a dificuldade é manter o contexto para o usuário. Inversões abruptas de hierarquias, especialmente as que contêm muitos níveis, podem confundir bastante. Uma possível solução seria a transição suave de uma hierarquia para a outra, mas isso consome recursos gráficos.
Um exemplo de aplicação que utiliza a segunda solução pode ser o que implementamos aqui na LocaWeb, o Sistema de Ajuda. Para sustentarmos a técnica de Foco e Contexto, utilizamos técnicas auxiliares de filtragem e agregação, que aparecem quando você realiza uma busca.
A filtragem é baseada nas palavras-chave de cada documento e no seu conteúdo, combinadas com as palavras-chave da busca.
A agregação ocorre uma vez que documentos distantes do ponto de vista do usuário são colocados próximos na área de assuntos relacionados.




9 de março de 2006 at 03:08
Bem legal o artigo, parabens.