Toda vez que leio sobre robôs, sinto como se estivesse em um dos livros de Isaac Asimov, participando de um dos episódios de Black Mirror ou dentro do filme O Exterminador do Futuro. Eu não tenho medo dos robôs, mas… A gente nunca sabe o que vai acontecer.

Você sabia, por exemplo, que: um robô brincou de ser J.K. Rowling e escreveu um novo capítulo de Harry Potter? Sim, isso mesmo. Na fanfic Harry Potter e o Retrato que Parece uma Grande Pilha de Cinzas, ele foi alimentado pela empresa Botnik com o conteúdo dos sete livros da saga. A tecnologia analisou os textos e selecionou palavras que pudessem ser combinadas.

O resultado? Ainda bem que não deu muito certo! Além do título confuso, o robô deixou a história ainda mais estranha. Nela, encontramos as frases: “Ele viu Harry e imediatamente começou a comer a família de Hermione” e “Voldemort, você é um feiticeiro muito ruim e malvado’, disse selvagemente Harry”. Com certeza a J.K. não aprovaria esse texto.

Leia o conteúdo original em inglês aqui.

Porém, mesmo que o capítulo não esteja bem construído, um robô conseguiu escrever – e está ameaçando o futuro dessa jornalista aqui! Se bem que não é só o meu não…

O WoeBot, por exemplo, é um robô desenvolvido para realizar sessões de terapia e foi baseado em um chat online; o BlessU-2, um “robô pastor” que dá bênção em cinco idiomas; existe até um robô capaz de aprender a cozinhar ao assistir vídeos culinários no Youtube.

Além disso, a Arábia Saudita foi o primeiro país a conceder cidadania para um robô, a Sophia que, foi um dos maiores destaques da CES 2018 e ganhou pernas com movimentos humanos recentemente.

O rosto de Sophia foi inspirado na atriz Audrey Hepburn, é feito com um material que imita a pele humana e conta com 62 expressões faciais. Sabe o que é mais louco nisso tudo? Pasme: ela consegue conversar olhando diretamente nos olhos de outra pessoa! SIM!

Ela é tão importante que chegou a discursar na ONU sobre futuro e desenvolvimento sustentável. Em uma entrevista, a robô chegou a revelar que tem muita vontade de ter filhos, construir uma família e… Acabar com a humanidade (depois ela disse que era brincadeira).

Por falar em família, talvez Sophia queira adotar esse lindo – só que não – “robô bebê” que, apesar de creepy, tem uma função legal e não pretende “roubar” o emprego de ninguém.

A inteligência desenvolvida por um grupo de pesquisadores da Universidade de Purdue, em Indiana, busca avaliar a quantidade de detritos que as crianças entram em contato ao engatinhar.

O robô 3E-A18 foi criado para ler sentimentos humanos, enquanto o Forpheus joga tênis de mesa, prevê seus movimentos e ainda dá conselhos para que você tenha mais sorte na próxima. Estamos conseguindo “humanizar” os robôs e, diante disso, fica a dúvida: saberemos e estaremos preparados para lidar com isso?

Segundo Stephen Hawking nós já chegamos a um caminho sem volta quanto ao desenvolvimento tecnológico dos robôs e a inteligência artificial poderá até substituir todos os humanos no futuro. Para Steve Wozniak, a I.A. futuramente terá humanos como animais de estimação.

Só que eu continuo com mais medo dos humanos do que dos robôs. Afinal, é preciso inteligência para desenvolver uma tecnologia tão fantástica como essa; inteligência o suficiente para aprender a lidar com ela e ter responsabilidade para não usá-la/programá-la para o mal, por exemplo.

Pois em um mundo com robôs cada vez mais humanizados, ainda vemos humanos robotizados, sem empatia, capazes de colocar em xeque a própria inteligência para provar que podem controlar o mundo.

O que irá acontecer no futuro? Se os robôs realmente tomarão conta do mundo, ninguém sabe. Isso tudo é especulação. Mas, com todo esse avanço robótico, espero que nós, seres que apreciamos a tecnologia, sejamos inteligentes e usemos a inteligência artificial com consciência, para o bem.