Frameworks PHP: conheça o Laravel

em Artigos, Desenvolvimento.

Um tempo atrás eu escrevi sobre Frameworks, se era interessante usar ou não usar (veja o artigo aqui). A partir do ponto que você optou por usar Framework, sabe qual deve escolher e por quê?

Trarei para você uma série de artigos falando sobre os Frameworks que eu conheço e que já trabalhei. Dessa forma você terá mais conhecimento para decidir qual é a opção mais interessante. Começarei falando sobre o Laravel, um dos mais práticos e de baixa curva de aprendizagem, em minha opinião.

O Laravel é um Framework MVC que está no top trends dos mais buscados no Google, isso desde agosto de 2014, que coincide com o ano de lançamento da versão 5.0. Antes disso ele era bastante usado, mas não estava no topo das pesquisas como atualmente.

Eu comecei a usar o Laravel 2015 e isso me ajudou a entender melhor a orientação a objeto e o padrão MVC porque ele trabalha de forma muito organizada. Em 2016 comecei a usar Ruby on Rails e o Laravel agregou bastante – não posso afirmar isso, mas parece que o Laravel foi baseado no Rails, devido a forma como ele separa as rotas, controllers e models.

Características do framework

Linguagem
  • PHP
Banco de dados
  • MySQL
  • Postgress
  • Redis
  • MongoDB
  • Cassandra
  • SQL Server
Modelos de DB
  • Relacional
  • Orientado a objeto
Features
  • Scaffold
  • Internacionalização (i18n)
Princípios de desenvolvimento
  • TDD (Test-driven development)
  • Don’t repeat yourself

 

Os bancos de dados listados nas características são altamente compatíveis com o Laravel. Sendo assim, basta trocar as configurações e apontar qual banco de dados deseja e o sistema já funciona se a estrutura estiver pronta.

Se não estiver, basta rodar as migrations que a estrutura do banco é criada. Tudo funcionará perfeitamente desde que o banco esteja modelado de forma relacional ou orientado o objeto, que são os dois modelos que o Framework trabalha.

Uma feature bastante usada, principalmente por quem está iniciando, é o Scaffold.

Ele cria todo o CRUD de uma entidade do sistema, como o de concessionárias, por exemplo.

Você roda um Scaffold para os automóveis e, então, toda a parte de leitura, visualização escrita e deleção dos automóveis sai pronta e você já pode vê-lo funcionando.

Outro ponto importante é a Internacionalização (i18n), principalmente se você pretende fazer um sistema que possa ser acessado em vários idiomas. Mesmo que não use a Internacionalização para esse intuito, ela pode ser utilizada para que um mesmo texto apareça em vários pontos do seu sistema. Se ele precisar de alteração, você o modificará em um lugar apenas e essa alteração será replicada por todo o sistema, já que a leitura do texto fica concentrada em um arquivo.

Para iniciar um projeto com o Laravel, caso você tenha o composer instalado, basta rodar o comando:

composer global require “laravel/installer”

Tendo configurando o PHP nas suas variáveis de ambiente, basta rodar o comando abaixo e sua aplicação estará no ar.

php artisan serve

Gostou do Laravel? Quer conhecer um pouco mais? Dê uma olhada na doc e no github dos caras. Se ficou alguma dúvida, tiver alguma sugestão ou se quiserr ler sobre algum Framework específico, deixe nos comentários.