Como a tecnologia está mudando a forma como vivemos

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Já parou para pensar que há 10 anos não tínhamos smartphones, mal usávamos GPS e ainda conversávamos pelo (saudoso) MSN? Fora o Orkut, Fotolog e afins. Nossos pais ficavam preocupados com o fato de não ousarmos sair do quarto: porque estávamos teclando com os crushes, ou porque estávamos jogando ou assistindo a muitos vídeos no Youtube – algo que continua acontecendo com certa frequência…

A questão é que faz pouco tempo que descobrimos a internet como uma ferramenta capaz de ajudar em praticamente todos os campos da vida: desde como cozinhar, a como ganhar dinheiro sendo youtuber e, até questões existenciais: quem somos, para onde vamos, o que queremos? Afinal, se você só sabe que nada sabe, o Google – oráculo mais genial desse mundo -, “é obrigado” a saber. E não só ele.

O Waze tem que lhe dizer qual é a melhor estrada para dirigir no momento. O Maps precisa indicar certinho onde fica o restaurante que está todo mundo comentando no Facebook e publicando as fotos no Instagram. As indicações de filmes e séries no Netflix devem ser tão boas quanto as de playlists no Spotify.

Em 2006 imaginávamos que uma década depois estaríamos onde estamos, utilizando os aparatos tecnológicos que temos e interagindo de uma forma tão próxima do real? Bem provável que não.

A internet e a tecnologia como um todo nos proporcionaram experiências diferentes, nos levaram a conhecer lugares, entrar em museus, sem que precisássemos nos preocupar com as malas, o preço das passagens e todo o processo de embarque. Não há como dizer que não mudamos a forma como nos relacionamos e vivemos.

Estamos mais impacientes? Estamos. Ficamos horas decidindo entre o que comer, o que comprar, com quem conversar, o que assistir, o que ler, o que fazer? Sim. Mas conhecemos outras possibilidades, descobrimos novas culturas, conversamos com pessoas de outros países ou que nem sabíamos que moram no mesmo bairro que o nosso. A prova disso?

Quantos casais o Tinder conseguiu juntar? E quantos vizinhos estão mais felizes por causa do Happn? Muitas pessoas tímidas conseguiram dar o primeiro passo por causa da facilidade de interação que a internet proporciona.

E não precisamos ir muito longe: já parou para refletir sobre o que foi o fenômeno Pokémon Go? A realidade aumentada e a gamificação estão conectando pessoas e, diferentemente de 10 anos atrás, quando nossos familiares achavam que ficaríamos isolados no mundo navegando na web, estamos vivendo muito mais nossos bairros, redescobrindo nossas cidades e olhando além das telas.

Ainda temos muito a repensarmos sobre a forma como usamos a web e nossos dispositivos, isso é fato. Há muito o que melhorarmos e adaptarmos, mas, se 10 anos atrás não imaginávamos que era possível viver dessa forma, o que pode acontecer em 2026?

Será que as impressoras 3D estarão ainda mais fortes no mercado e poderemos imprimir nossas roupas e comidas? Será que enfim os carros irão dirigir sozinhos? Será que ainda utilizaremos smartphones? Será que vamos conhecer e participar ainda mais de nossa cidade e da vida de nossos amigos e conhecidos? Será que o Google continuará sendo nosso sabe-tudo?

Não há como prever com tamanha certeza, mas, como diria Steve Jobs: “os pontos só se conectam em retrospecto”. Não sei vocês, mas eu, olhando para trás agora, ainda tenho uma pontinha de esperança de que tudo continue mudando velozmente  – e para melhor, para muito melhor. Vai que consigamos nos conhecer e tenhamos esse papo pessoalmente ou por uma espécie de holograma? Tudo é possível. ;)

 

 

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