Nossa participação na XP 2010 – 1º relato

em Tecnologia.

Há poucos dias viajamos para a longínqua cidade de Trondheim, na Noruega, para participar da 11ª Conferência Internacional de Desenvolvimento Ágil de Software, a.k.a. XP 2010.

Começamos hoje uma série de posts com relatos dessa nossa aventura ágil em terra nórdica.

A pré-conferência

No dia 31 de maio, um dia antes do início da XP 2010, participamos de uma pré-conferência muito interessante que, a princípio, deveria acontecer num trem de Oslo para Trondheim, mas acabou acontecendo em uma antiga mansão no interior de Trondheim, chamada Ree Gard, por conta de mudanças na legislação de trens na Noruega. O AgileTrain acabou virando um AgileWoodshed!

Ree Gård

O evento foi realmente muito interessante, num estilo totalmente informal, com apenas 30 pessoas, e participação especial de dois grandes nomes do mundo ágil: Mary Poppendieck e Michael Feathers. Tivemos workshops e painéis de discussão com a Mary e o Feathers, e também vários open spaces. Destaque ultra especial para o workshop de kanban da Mary, onde pudemos tirar dúvidas sobre como estruturar quadros de kanban:

kanban 1
dsc09159
kanban 3

Passamos o dia com boa comida e bate-papo sobre desenvolvimento ágil. Nesses bate-papos — nos open spaces — começamos a perceber que, tanto em matéria de tecnologia (linguagens, ferramentas, boas práticas, etc) quanto de práticas ágeis (testes, integração contínua, programação pareada, etc), estamos — aqui na Locaweb — bem à frente de nossos amigos europeus. Já com relação aos americanos que lá estavam, estamos no caminho certo — e bem adiantados.


Essa sensação se confirmou durante a semana no evento. A comunidade ágil brasileira está na crista da onda, à frente dos nossos colegas na Europa e principalmente na Noruega, onde muitas empresas ainda estão percebendo que Scrum só pelas práticas do Scrum não garante agilidade.

open space 1
open space 2

Pra fechar o dia rolou um debate, onde os membros do painél discutiram o aniversário do Manifesto Ágil, que completou 9 anos! Conclui-se que o Manifesto foi um retrato do início de uma mudança na maneira como se pensa e produz software, que hoje já é bem aceita. Ainda há muito trabalho pela frente, e na próxima década todos esperam ver avanços nas práticas ágeis e nas ferramentas que nos apoiam.

Completando a noite, nos ofereceram um excelente jantar, antes de nos levarem para o hotel da conferência, no centro de Trondheim.

jantar

A pré-conferência foi uma oportunidade única de trocar ideias e conhecer pessoas mais intimamente, durante uma conversa com o Michael Feathers, ele chegou até a adicionar um item à sua definição de código legado. Em um estudo, ele rastreou a origem de bugs em diversos projetos e empresas, e na grande maioria, os commits que causavam problemas haviam sido feitos na sexta-feira no final do expediente! Outra frase dele que nos marcou foi a definição da habilidade mais importante no desenvolvimento de software: “A habilidade de entregar o menor pedaço de software que funciona e traz valor de negócio”.

O que há por vir?

Nos próximos posts falaremos sobre vários temas que vimos em palestras e idéias que trocamos com agilistas de todo mundo que estavam por lá.

– Do Scrum ao Kanban
– UX em ambiente ágil
– Kick off de projetos ágeis
– O papel das histórias de segurança
– E outros…

Acompanhe!
por Leandro da Silva e Alexandre Freire da Silva

Você também pode gostar