Wearables: você já aderiu à moda tecnológica?

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Wearables

Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.” Como Lavoisier é o cara e estamos um pouco nostálgicos, com saudade das aulas de ciências, vamos abrir a postagem com sua frase icônica para falar sobre tecnologia, mais precisamente sobre internet. Por quê?

Neste ano, no Fórum Econômico Mundial, o ex-CEO do Google, Erich Schmidt, fez uma declaração um tanto curiosa e alarmante: disse que a internet vai desaparecer.

Sim, você leu certo, mas pode ficar tranquilo! Essa não foi nenhuma espécie de profecia apocalíptica. Em um futuro bem próximo teremos tantos dispositivos e endereços IP que será ainda mais fácil acessarmos a internet, chegando ao ponto de não percebermos que estamos conectados.

Se bem que isso já está acontecendo. Nossos smartphones estão sempre com o Wi-Fi, o 3G ou 4G ativos. Curtimos, compartilhamos, conversamos, assistimos aos vídeos mais engraçados da web, publicamos selfies e fazemos check-in no ônibus, no restaurante, na balada – e, dependendo do caso, até no banheiro.  

Com os wearables essa sensação será ainda mais intensa.

Se muitos acreditam que nossos celulares ultra inteligentes são uma extensão do nosso corpo, imagine quando os smartwatches, roupas, pulseiras e óculos tecnológicos realmente caírem no gosto (e no bolso) da população? De fato não perceberemos que estamos conectados.

A internet estará em tudo, será básica, inerente ao comportamento e às relações humanas; estará em nosso corpo, no “nosso DNA”. É sério.

Já existe uma tatuagem tecnológica que monitora os batimentos cardíacos, temperatura, fluxo sanguíneo, suor e consegue identificar a localização do usuário/tatuado. Além disso, ela ajuda no pagamento de contas. Tattoos aplicadas nas mãos, podem guardar dados bancários e de cartões de crédito, aumentando a segurança do usuário. O mais legal é que ela é temporária. Enjoou? Dá para tirar.

O Google também entrou na onda das tecnologias vestíveis e, em parceria com a marca Levi’s, está desenvolvendo uma calça jeans inteligente. A peça deve ser lançada no verão de 2016 e contará com funções parecidas com as dos smartwatches e smartglasses.

Podendo se conectar via bluetooth a smartphones, tablets e outros dispositivos, a interatividade entre a calça e os aparelhos será por meio de movimentos corporais como cruzar as pernas e levantar objetos.

Mas não é de agora que a empresa investe nos wearables. O Google Glass foi um exemplo, mesmo que não tenha agradado a maioria. Agora a organização está investindo em um projeto para auxiliar os diabéticos. O aparelho será semelhante a um smartwatch, coletará e analisará uma pequena amostra de sangue sem o uso de agulhas e poderá ser usado em qualquer parte do corpo. Legal, né?

Neste ano, se tratando de dispositivos vestíveis, os relógios inteligentes vieram com toda a força. O Samsung Gear S2, o Sony Smartwatch 3 e o Apple Watch são exemplos disso. Principalmente o último, que foi lançado durante a semana de moda no outono europeu e teve o relógio na capa da Vogue China – uma boa estratégia para vender o produto, tendo em vista que a tecnologia e a moda são aliadas e continuarão assim por um bom tempo.

Depois disso só nos resta refletir: como ficará nossa privacidade diante de tantos dispositivos tecnológicos, quando até um jeans básico saberá mais sobre o seu corpo do que você mesmo? E o que as empresas farão quando tiverem acesso a esses dados?

Ah, o que importa é que será ainda mais legal conviver.

Ao invés de ficarmos dando mais atenção ao celular do que para as pessoas em um restaurante, talvez conversaremos com nosso relógio, nossa calça; fingiremos olhar olho no olho, quando, na realidade, com estaremos assistindo a um filme ou conferindo as notícias do dia.

Há uma possibilidade de estarmos cada vez mais conectados com as tendências, com novas tecnologias, com nossas roupas e acessórios e cada vez menos com as pessoas.

Você acha que está ou que estamos todos prontos para aderir a essa moda e aproveitá-la da melhor maneira possível? Esperamos que sim.