Você sabe o que é nomofobia?

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Você pode até esquecer do guarda-chuva, do casaco, da senha do e-mail, do cartão de crédito. Mas, se esquecer do celular… Ih, ferrou! Como vai ficar por dentro do que está acontecendo com seus amigos? E se precisar conversar com alguém? E se algo importantíssimo acontecer e você não ficar sabendo?

Se você se identificou com a situação, talvez sofra de nomofobia e nem saiba.

E se também não sabe sobre o que estamos falando, aqui vai a explicação: o termo surgiu em um estudo realizado pela YouGov, no Reino Unido, e está relacionado à ansiedade que alguém sente ao ficar sem o celular, sem sinal, sem bateria ou internet.

Nomofobia vem de “No-Mo” (no mobile – sem celular, em português) e “fobia”, nesse caso, tem muito mais a ver com crise de ansiedade do que uma aversão ao celular. Com a pesquisa, a YouGov descobriu que cerca de 53% de usuários de telefonia móvel na Grã-Bretanha se sentem ansiosos quando perdem seus smartphones, ficam sem bateria, sem crédito ou rede. O estudo foi aplicado em 2.163 participantes.

// Quais são os sintomas da nomofobia:

– Usar o smartphone para se sentir melhor, quando se está para baixo;

– Sem o aparelho, ficar preocupado e se sentir ansioso em perder mensagens, notificações e chamadas;

– Dificuldade ao desligar o celular ao pegar um voo, por exemplo;

– Atrasos em compromissos por ficar muito tempo mexendo no smartphone;

– Gastos elevados com compra de aparelhos e com as contas de telefonia móvel;

– Deixar de fazer as tarefas cotidianas para ficar com o celular;

– Produtividade baixa nos estudos e no trabalho, por causa do uso do smartphone;

– Receber multas de trânsito por usar o celular indevidamente ao dirigir;

– Familiares e amigos reclamam do padrão de uso do celular e ele atrapalha nos relacionamentos;

– Não consegue ficar muito tempo longe do aparelho;

– O tempo mexendo no celular só aumenta.

Se identificou com as características? A ciência encontrou uma forma de revelar se você sofre ou não de nomofobia. Estudiosos da Iowa State University preparam um teste com 20 questões para identificar as quatro dimensões básicas da nomofobia: não poder se comunicar; perder conexão; não conseguir acessar informações e interferência no bem-estar.

O portal Huffington Post publicou o questionário e você pode responder as perguntas e descobrir o resultado por lá mesmo – o conteúdo está disponível em inglês.

// Como lidar com a nomofobia:

Se você acha que tem nomofobia e se não consegue ficar longe do celular, a Revista Veja publicou algumas dicas que podem ajudar. Não levar o celular para a cama é uma delas. Ao invés de usar o despertador do aparelho, compre um despertador tradicional ou deixe o celular longe da cama.

Ao acordar, não cheque o celular antes de 45 minutos. Afinal, você precisa se organizar para trabalhar, tomar café da manhã e afins. Use esse tempo para focar nessas tarefas, deixe o celular de lado.

Não dirija com o celular por perto. Se a tentação de usá-lo for grande, deixe-o desligado. O mesmo vale durante o trabalho e/ou os estudos. Desligue o celular e coloque-o na mochila, só volte a usá-lo quando terminar as tarefas. Em reuniões com os amigos, com a família, mantenha o smartphone longe.

Viva a vida real e aproveite-a, o convívio com eles é mais importante. Ah, e se perceber que realmente está “viciado”, ao ponto do aparelho interferir negativamente em sua vida, não deixe de procurar o auxílio de um profissional da saúde.

Lembre-se que cuidar de si mesmo é importante – mais do que as notificações vindas do celular! ;)