Afinal, o que é uma startup?

em Marketing.

Texto via Guia da Startup

 

De um lado, fazer um produto web está cada vez mais simples. Tanto a infra-estrutura necessária para manter um produto web funcionando quanto fazer divulgação segmentada com o auxílio de ferramentas como Google e Facebook estão cada dia mais acessíveis e fáceis de usar. Do outro lado, a capacidade técnica existe, basta ver a ótima qualidade dos projetos web que são feitos para sites de grandes campanhas ou de e-commerce. Dentro desse contexto, então, o que é uma startup, afinal?

Quando se trabalha no desenvolvimento de algum sistema para um cliente, é de suma importância saber claramente o que esse cliente necessita. Como, por exemplo, quando ele diz que “precisa de um cadastro de produtos” ou “só precisa ter um botão para deletar o recibo”. O que ele entende por “cadastro de produto”? E por “deletar um recibo”?

Em 2004 Eric Evans, um engenheiro de software que ficou conhecido por propor uma nova forma de lidar com projetos de software complexos, o Domain Driven Design, criou um termo muito elegante para isso, a linguagem ubíqua (ubiquitous language), ou seja, a definição de uma linguagem comum entre todas as pessoas que tinham que lidar com o software, tanto os engenheiros de software, quanto seus usuários, para garantir que todos estavam entendendo a mesma coisa quando estavam se comunicando.

Vamos lá, o que seria a definição do termo startup.  Alterando um pouco a definição criada por Eric Ries, podemos dizer que uma startup é uma organização desenhada para criar uma solução para um problema de um conjunto de pessoas.

 

Mas quando uma startup deixa de ser uma startup?

A partir de um certo número de funcionários deixa de ser startup? Ou a partir de uma certa receita? Ou a partir de um certo número de anos desde a fundação?

De acordo com a definição acima, a startup é desenhada para criar a solução de um problema. Sendo assim, uma vez que a solução do problema foi criada, não é mais uma startup, é uma operação normal de algo já criado. A questão é que, para chegar a essa solução, pode-se levar um bom tempo. Por exemplo, imagine que você lançou um produto web gratuito. Seus usuários estão muito felizes, seu produto é ótimo. O problema deles está resolvido, mas não por muito tempo, pois você não terá dinheiro em caixa para a sua operação. Você ainda não tem nenhuma fonte de receita. Nesse caso, ainda é uma startup, pois ainda não criou uma solução para o problema dos seus clientes e não gerou receita suficiente para manter a operação. Dessa forma, enquanto você não arrumar uma fonte de receita suficiente para pagar seus custos, será uma startup.

 

Pode existir startup dentro de uma empresa estabelecida?

A definição acima permite que existam startups dentro de empresas estabelecidas. É uma forma de se resolver novos problemas de clientes atuais ou de novos clientes. A Locaweb tem feito muito isso ao longo de sua história. A Caelum acabou de fazer isso ao lançar sua linha de cursos online.

Várias empresas estabelecidas usam o modelo de startup para inovar. A necessidade que as empresas estabelecidas têm de inovar vem da própria necessidade de sobrevivência das empresas. Uma empresa que não inova acaba não se adaptando às constantes mudanças do mundo, do ambiente que a cerca e que engloba seu cliente. Com essas mudanças, os problemas dos clientes também mudam e, consequentemente, a solução para esses problemas terá que ser diferente. Daí a necessidade de inovação.

A inovação para empresas estabelecidas, que deixaram de ser startups, pode vir em um dos modelos abaixo:

– melhorar produto ou serviço existente: encontrar novas e melhores soluções para problemas já conhecidos e resolvidos de seus clientes. Esse é o tipo de inovação com menor risco pois tanto o cliente quanto seu problema já são bem conhecidos. A dificuldade aqui é em pensar em soluções diferentes às já existentes.

– oferecer um novo produto ou serviço para seus clientes atuais:encontrar soluções para novos problemas de seus clientes. É muito importante conhecer bem o dia-a-dia de seu cliente, não só quando ele usa seu produto ou serviço, mas o que mais ele faz ao longo de um dia típico de trabalho. Que problemas ele encontra durante o dia. Será que é possível resolver algum desses problemas? Será que seu cliente iria dar valor a sua solução?

– oferecer um novo produto ou serviço para novos clientes: encontrar soluções para problemas de novos clientes. Esse costuma ser o passo mais arriscado, pois requer conhecer um novo cliente, conhecer seus problemas para só aí começar a pensar na solução. É um processo mais demorado, mas pode abrir um novo mercado.

 

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