Startups e Blockbusters: o que eles têm em comum?

em Startups.

O cinema vende.
Uma startup também.
No primeiro, quem comanda é o roteirista, já no segundo é o empreendedor.
Um blockbuster tem elenco e um estúdio de cinema. A startup, uma equipe e uma gestora de venture capital
.

 

Esses são alguns dos paralelos que podemos traçar entre as duas indústrias, mas as semelhanças não param por aí. Provavelmente você já deve ter ouvido falar sobre o elevator pitch, certo? Não? Tudo bem, a gente explica.

Ele é um recurso importante dentro do empreendedorismo, serve para resumir uma ideia rentável e descrevê-la em um minuto, tempo esse que equivale a uma viagem de elevador. O objetivo é que você consiga impactar a pessoa que está ali no momento e fazer dela uma investidora. Até porque a gente nunca sabe quem vai encontrar no elevador, na lanchonete da empresa, no ponto de táxi, do ônibus…

Essa técnica utilizada em startups também tem proximidade com a indústria cinematográfica. O high concept pitch, uma versão ainda mais sucinta do elevator pitch, teve sua base no cinema. A prova de que ele dá certo é o resumo do script de Alien, filme de 1979. Os roteiristas conseguiram reduzir o conceito do longa em três palavras: Jaws (referência ao filme Tubarão) no espaço”. Seria como resumir o LinkedIn, por exemplo, em “Facebook para negócios” – uma definição mais fácil e rápida de se fazer.

A expectativa de que a minoria das empresas ou filmes de um portfólio deem um retorno que compense o investimento na carteira como um todo também é uma semelhança entre as duas áreas. Se no cinema cerca de 60% dos filmes produzidos nos Estados Unidos fracassam, no mundo dos negócios esse número é ainda mais preocupante: aproximadamente 80%.

Como aliviar esses riscos? Investindo na reprodução de fórmulas de sucesso. Os empreendedores, assim como os estúdios de cinema, optam por investimentos que tragam mais retornos, até que essa tendência se esgote.

Quer um exemplo?

Filmes que têm boa bilheteria acabam rendendo sequências e mais sequências, como as séries e os longas sobre super-heróis. No mundo corporativo o mesmo vale para a Zynga, empresa pioneira no setor social de games. Ela foi quem impulsionou outras startups como a King, responsável pelo Candy Crush e a Vostu, com a Mini Fazenda, a terem investidores.

E então, diante de todas essas informações, o que você deseja: criar uma startup ou ser diretor de cinema? Em ambas você terá de lidar com situações de risco, mas investirá em seus sonhos. Quem investe em uma dessas indústrias precisa ter coragem, foco e autoconfiança.

Nem sempre o filme será bom, nem sempre a empresa lucrará tanto quanto o esperado. Mas os blockbusters e as startups de sucesso só nascem porque tem gente que sonha alto, que aceita os riscos, os desafios e segue em frente. Acredite, não é à toa que Hollywood e o Vale do Silício estejam na Califórnia.

*** Texto inspirado no artigo publicado pela Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

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