Vício ou lazer: o que as séries que você assiste dizem sobre sua personalidade?

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Serires, vício ou lazer

“Você ainda está assistindo a Breaking Bad?” – Pergunta o Netflix (talvez preocupado com sua sanidade mental) e ainda dá a opção de continuar ou voltar à navegação depois de você ter emendado um episódio no outro, passando a madrugada de sexta para sábado, todo o sábado e todo o domingo dentro de um quarto ou na sala; seja com a televisão ligada, o notebook, o tablet ou até mesmo o celular – e geralmente ele é usado quando se está no banheiro.

Um fim de semana inteiro sem saber o que é sol, sombra e água fresca ou o que é uma noite divertida com muita música, amigos e boas histórias para contar.

Mas quem se importa, não é mesmo? Walter White não pode esperar. Muito menos Matt Murdock, Jessica Jones, Don Draper, Pablo Escobar, Frankie Underwood e tantos outros. Seus parças que esperem. Sua família? Também, oras!

O binge watching – hábito de assistir a dois ou mais episódios em sequência – é praticado por muita gente. Portanto, não se culpe, nós entendemos. Segundo uma pesquisa realizada pelo Netflix com cerca de 3 mil adultos norte-americanos, pelo menos 1,5 mil se consideraram adeptos dessa prática e disseram que se sentem bem ao realizar maratonas.

Segundo o antropólogo contratado para entender o comportamento, essa seria uma forma de se distrair e se esquecer dos problemas do dia a dia. Além disso, 51% dos entrevistados preferem assistir a episódios seguidos estando acompanhados e 39% esperam para assistir às séries quando a companhia estiver disponível. Parece que a atividade não é tão solitária como muitos imaginam.

Mas é bom ficar atento. Um estudo feito pela Universidade do Texas aponta que grande parte daqueles que passam o dia em frente à TV podem esconder sentimentos depressivos e de solidão. E quanto mais deprimida a pessoa for, mais maratonas de séries ela irá fazer justamente para não focar nas coisas que lhe machucam. Já parou para pensar sobre isso?

Contrapondo esses dados, outra pesquisa mostrou que as séries podem nos tornar pessoas melhores, já que elas tendem a aumentar nosso poder de empatia. Quando gostamos de uma trama e prestamos atenção nela, isso nos ajuda a compreender o que se passa na cabeça daqueles que convivem com a gente. É como se, diante de pistas sociais, conseguíssemos prever o sentimento, a reação alheia.

Pois é, tudo nessa vida tem seu lado bom ou ruim. O fato é que com toda a tecnologia de serviços em streaming e com a internet cada vez mais rápida, nos condicionamos a fugir da realidade por alguns minutos (horas ou dias) e nos viciamos. Ficamos ansiosos, loucos com o que vai acontecer nos próximos episódios. Em pensar que tem gente que não dorme, não come, deixa de estudar e nem toma banho por causa disso – eca!

Mas, se você quer evitar todo esse transtorno e viver sua vida normalzinha, nós temos a solução: Não veja Breaking Bad, muito menos The Walking Dead e House of Cards. Elas estão entre as séries que mais viciam, fisgando nos dois, três primeiros episódios, segundo o próprio Netflix.

Se mesmo assim não funcionar, fuja para as colinas. Viva sozinho em algum lugar que não pegue internet, que nem dê para você receber SMS – porque se alguém falar que está assistindo tal série vai fazer você pirar e querer entrar nessa onda também.

Fuja de todo mundo que indicar novos seriados, vindo com aquele papinho de que você vai gostar. Esses caras são uns loucos, estão em dependência, precisando de reabilitação e mandando beijo para a saudosa vida social. Provavelmente Killgrave esteja controlando a mente de todos e os obrigando a ficar horas na frente do notebook porque convenhamos, Jessica Jones é incrível e você, assim como a gente, tem que largar tudo o que está fazendo agora para ir correndo assistir. OPS…