QCon – Agilists and Architects: allies not adversaries

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A palestra de Martin Fowler e Rebecca Parsons começou com a exibição do trecho do filme The Matrix Reloaded em que Neo encontra “O Arquiteto”, sentado numa grande sala circular monitorando tudo o que acontece no sistema que ele criou.
A idéia era ilustrar o estilo de arquitetura que definiram como “torre de marfim”, comum na metodologia de desenvolvimento em cascata, onde o arquiteto fica muito distante dos times que realmente estão desenvolvendo o software. Nesse tipo de metodologia o arquiteto assume a responsabilidade por todo o design do sistema, delegando à equipe apenas a implementação.

Alguns problemas foram apontados nesse tipo de abordagem:

  • Distância do arquiteto da codificação: o arquiteto não sabe se a implementação realmente reflete os conceitos do design
  • Baixa comunicação com a equipe: o que torna a resposta à mudanças lenta
  • O arquiteto se torna um gargalo arquitetural: todas as decisões de design estão nele centralizadas
  • Então Martin Fowler lembrou que metodologias ágeis se baseiam em princípios de comunicação e foco no cliente, e que portanto a função do arquiteto deve ser redefinida num contexto ágil. Explicou que nesse contexto o arquiteto assume como função principal a de colaborador, tendo como atividade primária a de mentor (similar ao coach do XP), trabalhando na capacitação do time de desenvolvimento para que ele possa lidar sozinho com assuntos cada vez mais complexos.
    Desse modo, em um contexto ágil, o valor de um arquiteto se torna inversamente proporcional ao número de decisões que ele toma.