Mulheres, nos desculpem a mancada

em Geral.

Na última sexta-feira, nosso engenheiro de software, Pablo Silva, postou um texto aqui no Blog que deu o que falar. E era para falar mesmo, debater e transformar a atitude dos que alimentam o preconceito contra as mulheres no setor de TI.

Aliás, toda a Locaweb está engajada nesse propósito faz tempo. Já apoiamos eventos focados para mulheres, como o RailsGirls, e estamos programando outro para 2017. Nosso RH lançou recentemente o programa “Quero ser DEV”, para recrutar e treinar tanto mulheres como homens para o time de desenvolvedores da Locaweb. Há mais de 8 anos criamos o único patrocínio Intelecto Digital do Brasil, para a Martha Gabriel, uma das maiores referencias no mundo da internet e tecnologia no Brasil.

Neste mês, a Revista Locaweb traz na capa a reportagem “A tecnologia nas mãos delas”, que conta a trajetória de brasileiras que conseguiram vencer os obstáculos machistas impostos pela nossa sociedade no setor da tecnologia e da ciência. São histórias inspiradoras de empoderamento feminino, como a da Nicolle (Cherrygumms) Merhy, que conquistou o campeonato mundial de Rainbow Six Siege; da Alice Cunha, vencedora da Nuclear Olympiad; da Thaisa Bergmann, descobridora de buracos negros supermassivos no centro das galáxias; das Girls In Tech, que fundaram iniciativas para fomentar o empreendedorismo tecnológico; da Tatiana Barros, que encabeçou oficinas para ensinar fundamentos de programação e robótica para crianças; e de tantas outras.

Invariavelmente, as personagens reais dessa reportagem e as mulheres programadoras citadas por Pablo em seu artigo sofreram ou sofrem os preconceitos dessas áreas predominantemente masculinas desde que o mundo é mundo. Ainda assim, elas não desistiram de seus sonhos.

A Locaweb apoia o fim da segregação, seja de gênero, etnia, religião (ou a falta dela), por exemplo. As mulheres, assim como os homens, podem e devem programar. Se a forma como o Pablo se expressou gerou dúvidas quanto à nossa posição, desculpem o nosso vacilo. A curadoria e a aprovação de posts no blog é feita justamente por mulheres. Na hora nenhuma delas levou a mal as palavras do Pablo, pois elas o conhecem e, por isso, sabem muito bem que as intenções por trás daquele texto eram benéficas. “Erramos. Talvez por nunca ter passado por uma situação que envolvesse esse tipo de preconceito”, ponderou Carolina Lima, coordenadora de Comunicação Digital da Locaweb. “Mas agora estamos ligados que o problema é ainda muito mais profundo em pleno século XXI, e vamos nos engajar mais nessa causa”.

O post do Pablo foi tirado do ar para evitar que mais pessoas pudessem se sentir ofendidas. Ele também fez questão de se retratar, explicando detalhadamente o que houve em seu blog pessoal.

Contamos com todo mundo, para trilhar um caminho tecnológico mais justo. E, se tropeçarmos, podem ter a certeza de que não vamos desistir de provar que a tecnologia é para todos.

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