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Esta é a parte final do primeiro post sobre como montar um produto no modelo de Software como Serviço (SaaS, na sigla em inglês) – veja em http://blog.locaweb.com.br/?p=11693 . Continuando com nossa explicação, agora é a hora de entrar em ação a parte de desenvolvimento e experiência do usuário.
Primeiros passos: UX e devs
Com todas as informações na mesma sintonia, é a hora de dar o primeiro passo. Para isso, entra em ação a equipe de Experiência do Usuário (UX, na sigla em inglês).

- Benchmark:
São pouquíssimos os produtos completamente inovadores. Por isso, a primeira tarefa da equipe de User Experience é pesquisar, analisar e testar seus concorrentes. Para isso, algumas perguntas devem ser respondidas. O que as outras empresas têm feito? Seus clientes estão satisfeitos com as ferramentas que possuem? Eles sentem falta de algo? Apesar de ser um trabalho constante – e não apenas para a fase inicial do projeto – a documentação proveniente do benchmark é essencial para a equipe começar a desenhar os wireframes do produto.

- Wireframes:
O principal entregável da equipe de UX são os wireframes. Neles, são desenhados os “esqueletos” do software. É a equipe de Experiência do Usuário que define, com base no planejamento anterior, a linguagem a ser utilizada no produto, os elementos que devem compor cada uma das interfaces, a maneira como as informações serão organizadas, distribuídas e hierarquizadas, como devem ser os comportamentos de botões, links, e assim por diante. Mas de nada adianta os arquitetos de informação pensarem em soluções mirabolantes se elas não puderem ser desenvolvidas no prazo estabelecido. Nessa fase, a conversa com os responsáveis pela programação do software é essencial. São eles que darão vida aos desenhos e fazer as ideias funcionarem na prática. Se houver algum impedimento técnico, quanto antes a equipe de UX souber, melhor: é ela que vai pensar em outra solução, mais rápida de ser desenvolvida e com menos riscos de atrasar a entrega do projeto.
Consolidando o produto: UX – arquitetos e designers
Depois de desenhadas as interfaces e previstos todos os cenários possíveis – erros, mensagens de sucesso, fluxos de navegação – os designers recebem a documentação. Com os wireframes e especificações em mãos, eles podem começar seu trabalho de definição de padrões de cores e fontes (tipos e tamanhos das letras), identidade visual e tudo o que diz respeito ao layout do produto. São os designers que resolvem a maneira que a interface vai, por exemplo, indicar para o usuário que não foi possível realizar uma ação: uma mensagem em vermelho? Um aviso através de um sinal de exclamação? Tudo isso faz parte da identidade visual definida pelo designer.
Dando vida à ideia: UX, devs e designers
Não necessariamente é preciso que o layout esteja 100% pronto para que o desenvolvedor possa começar a trabalhar. Algumas definições feitas pela equipe de UX já podem ser programadas pelos devs (abreviação de developer, que em inglês significa desenvolvedor), já que eles trabalham principalmente com o comportamento do produto e não tanto com sua aparência.
Assim que o projeto começa a tomar forma, o PO se junta aos desenvolvedores para disponibilizar às demais equipes uma primeira versão do projeto. Ainda que com muitas falhas, já é possível testar alguns cenários e validar se os comportamentos estão de acordo com as especificações. Esse processo de desenvolvimento e correção de erros acontece por um período determinado, antes da data de entrega oficial do produto.
O nascimento de um filho
Algumas semanas ou meses depois, dependendo da extensão do projeto, o produto é colocado no ar para o público final, conforme o escopo definido pelo PO. Nesse momento, a equipe de Marketing fica responsável por fazer a divulgação do lançamento e até mesmo convidar alguns poucos usuários para serem os primeiros a testarem a ferramenta. Dessa forma, os clientes convidados se sentem privilegiados e a empresa garante um feedback real sobre a utilização do produto, que geralmente envolve pontos a serem melhorados e mais alguns erros a serem corrigidos.

Feedbacks são importantíssimos
Um produto nunca está terminado. Sempre há algo para melhorar, evoluir ou adaptar. Estamos sempre procurando entender como cada um de nossos clientes utiliza os produtos que oferecemos e nada melhor do que depoimentos reais de uso para que isso aconteça. Por isso, criamos uma ferramenta chamada Feedbackr, que está presente em todos os nossos produtos de SaaS. Ela é um canal direto entre os clientes e as equipes responsáveis por cada um dos softwares. Através do Feedbackr, os clientes podem sugerir novas funcionalidade, reclamar sobre problemas encontrados ou simplesmente elogiar.
Nosso trabalho é ininterrupto, mas extremamente gratificante.






