Entenda por que é fundamental criar uma página de produto com venda cumpridora e como isso pode impactar a conversão no e-commerce.

Muitas pessoas ainda preferem fazer compras em lojas físicas por conta da possibilidade de conhecer, verificar e até usar produtos antes de levá-los para casa. Por isso, é essencial replicar essa experiência da forma mais fiel possível no e-commerce. E já que não dá para se valer dos sentidos de tato e olfato no mundo digital, é primordial oferecer uma descrição nos mínimos detalhes dos produtos ou serviços oferecidos.

Consumidor digital no Brasil

As lojas virtuais do Brasil ainda não estão de acordo com o índice recomendável no quesito Description Score da E-commerce Quality Index (EQI) – indicador criado pela Lett, especialista em trade marketing digital, para avaliar a qualidade das informações das páginas de produtos na internet.

A pontuação está relacionada ao número de palavras disponíveis nas descrições dos itens, que ainda é abaixo dos 60% desejados. Já a pesquisa “Os Hábitos de Compra do Consumidor Online”, realizada pela Birdie – plataforma de tecnologia e machine learning para gestão de informações de produto –, aponta que nove em cada dez consumidores consideram o preço determinante na hora da compra.

Por outro lado, mesmo que o valor seja atraente, eles não estão dispostos a ficar procurando informações em outras fontes para, depois, voltar e finalizar o pedido. Se precisarem trocar de aba, pode ser que não voltem. É consenso entre quem trabalha com internet que a homepage é extremamente importante, mas a página de cada produto funciona como uma porta de entrada do consumidor no e-commerce – seja por mídia paga, seja por busca orgânica.

O que pode ocorrer se você não criar uma página de produto boa?

Ninguém compra nada sem visitar a página do produto. E isso está ligado à viabilização do negócio. É a diferença entre vender ou não vender. O conteúdo está diretamente relacionado à possibilidade de “fechar a conta” no final do mês. Por isso, mais importante do que atrair o visitante é convertê-lo em cliente.

Nessa dinâmica, todos os detalhes podem fazer a diferença. Na maioria das vezes, a falta de entendimento a respeito do produto no e-commerce vira um bounce – ou a saída do cliente da página de navegação.

E se ele fizer muita questão de comprar na loja, pode acabar acionando o SAC. A cobrança virá no atendimento, nas redes sociais ou mesmo em sites como o Reclame Aqui. Essa insegurança a respeito dos detalhes do que se está comprando pode, ainda, gerar frustração e o desejo de enviar o item de volta.

A oportunidade de conhecer todos os detalhes do produto é determinante para a tomada de decisão do cliente no e-commerce. Isso se dá porque, quanto mais seguro e confortável ele estiver sobre a compra, maior será a chance de conversão da venda. O raciocínio é básico: o consumidor não paga por algo que ele não tem certeza do que é e de como funciona.

É justamente a relação do volume de visitas que a página recebe versus a taxa de conversão que diz se sua descrição é cumpridora. Então, se você tiver muitos visitantes diariamente, seja novas pessoas, seja a mesma pessoa entrando várias vezes, mas ninguém comprando, é bom ligar o sinal de alerta. Não é necessário esperar feedback ou reclamação do cliente. O Google Analytics – que é uma ferramenta gratuita – já entrega essa visão.

Confira abaixo o passo a passo para criar uma página de produto de sucesso capaz de aumentar a sua conversão de vendas:

Primeiros passos para criar uma página de produto

Confira as características básicas das descrições, se elas entregam todas as características do produto, se as palavras usadas são coerentes com o item e se as fotos foram bem produzidas e editadas. Uma boa descrição é dividida em dois pontos focais:

  • O primeiro é o benefício, que deve fisgar o consumidor. A pessoa entrou na página do produto por qual motivo? Normalmente, ele está ligado a um fator emocional, um desejo;
  • O segundo ponto vem para complementar a abordagem com as características técnicas e detalhadas do item, com o objetivo de satisfazer o lado mais racional da compra.

Por isso, textos muito institucionais e engessados podem não agregar à venda. Um artifício essencial, mas que o mercado ainda tem dificuldade de fazer, são as descrições originais, escritas de forma exclusiva e dedicada para aquele produto, elas conseguem criar uma narrativa mais envolvente. É preciso ter uma argumentação de vendas que use todos os atributos do item para mostrar sua aplicação na vida de quem vai comprá-lo.

1) Foque na persona

Lembre-se de que mais do que simplesmente escrever uma descrição, é fundamental usar a linguagem correta. Para isso, é necessário entender quem é a pessoa que compra o seu produto – a chamada persona.

Conhecendo o comprador, toda a comunicação vai estar alinhada, desde a aquisição dele nos anúncios até a venda pela apresentação do produto. É importante, ainda, dominar bem o que está sendo vendido e descobrir o que o consumidor espera daquele item.

A partir daí, fica mais fácil cumprir todos os requisitos mínimos para uma descrição boa e que cumpra seu propósito principal.  O usuário sempre sabe quando você realmente fala a língua dele.

Com esse checklist feito, no geral, a linguagem usada na descrição dos produtos precisa ser amigável e leve, para que não se torne cansativa. Ao mesmo tempo, deve passar autoridade e segurança. Ao ler, o consumidor precisa pensar: ´eles sabem o que falam´.

2) Aposte nos recursos visuais

As lojas virtuais não podem esquecer que o consumidor sempre faz comparações antes de comprar. A grande maioria dos sites não oferece ferramentas e tecnologias na hora de criar uma página do produto para aumentar a segurança do visitante em adquirir aquilo que ele busca.

Os recursos visuais, tornam as descrições mais atrativas e menos cansativas. Algumas possibilidades que podem ser usadas, além das imagens-padrão, são vídeos e elementos animados.

Entretanto, esse conteúdo precisa ser muito bem-produzido. Caso contrário, pode prejudicar a experiência do usuário na página. Os vídeos, por exemplo, podem vir ao final do carrossel das imagens ou junto à descrição do produto.

É possível, inclusive, trabalhar com as imagens produzidas pelos fabricantes. Já para quem não abre mão de conteúdo autoral, um fundo neutro, luz natural e um smartphone são suficientes para criar boas gravações.

Apesar de turbinarem as descrições, os recursos visuais devem ser usados com moderação e fazer sentido no contexto do que estiver sendo vendido. Em algumas situações, inclusive, eles vão além da estratégia e se mostram indispensáveis – como é o caso das tabelas nutricionais dos itens alimentícios. Outro exemplo básico é o quadro de medidas em centímetros, fundamental nas páginas de vendas de roupas e calçados. Cada nicho tem seu apelo visual necessário, o que ressalta a importância de conhecer muito bem quem é sua persona.

como criar uma página de produto

3) Ouça o cliente

Para tornar a página mais informativa, trabalhe a prova social – que nada mais é do que o destaque dos feedbacks de quem já consumiu aquele produto. Esse é o princípio das cinco estrelinhas que as pessoas já estão acostumadas a olhar e julgar se algo é bom ou ruim.

Ter esse testemunho de outros clientes reais, e não apenas do vendedor, fortalece a confiança do consumidor no e-commerce. Outra possibilidade nesse sentido é usar os comentários como forma de aumentar a segurança do visitante.

Abra um espaço para que os clientes tirem dúvidas e relatem sua experiência após a compra. Contudo, é preciso ter bom senso com a ferramenta, fazendo a curadoria das opiniões. Apesar de ser um trabalho a mais, isso pode impactar o aumento das vendas.

4) Saia na frente

As empresas devem pensar como o consumidor para trazer informação e responder – nas descrições – as perguntas que o usuário faria ou procuraria nos buscadores. Se o site tem um conteúdo relevante, informativo e completo, a loja se torna referência.

O Google entende que você é autoridade naquilo e vai te levar para o topo das pesquisas. Uma loja virtual é feita nos detalhes. Não se preocupe em anunciar cem produtos de uma vez. Faça cada um deles com muita atenção.

Muitas vezes, as compras online tendem a ficar mais concentradas nos itens anunciados por tráfego pago. Por isso, é importante manter o foco para garantir que as páginas sejam boas, mesmo que não existam muitas delas. O básico bem-feito vai te levar para longe. Apenas com boas imagens e descrições completas você estará na frente de boa parte da concorrência.

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5) Esteja no topo das pesquisas

O SEO (Search Engine Optimization) é a estratégia responsável pelo posicionamento orgânico dos sites no Google. Em um e-commerce, é ela quem equilibra as vendas geradas com tráfego pago. O trabalho deve ser feito a cada item, analisando os fatores de relevância para o buscador e sempre respeitando as políticas da plataforma.

As descrições de produtos são lugares perfeitos para melhorar o SEO de uma loja na internet. Usá-las devidamente é fundamental, pois são responsáveis por gerar uma grande parte dos resultados orgânicos por meio das buscas no Google. A partir daí, a conta é simples: quanto melhor rankeado nos buscadores, menor investimento será necessário em mídias pagas. É fundamental ter em mente, contudo, que esse é um trabalho de médio a longo prazo, porque o resultado só começará a aparecer com o passar do tempo. Dedicação, pesquisa e constância são as palavras-chave aqui.

A estratégia é muito mais técnica do que simplesmente um bom conteúdo. O SEO onpage, por exemplo, envolve as URLs amigáveis, o tagueamento correto, as fotos com descrição alt text e outros detalhes dentro da plataforma de publicação. É um trabalho que leva tempo, mas que, no fim, colocará seu site na primeira página do Google, disputando as valiosas três primeiras posições.

Agora que você já sabe o que é preciso levar em consideração na hora de criar uma página de produto de sucesso, aplique essas dicas no seu negócio e aumente suas vendas!